"A LUTA DE UM POVO, UM POVO EM LUTA!"

Agência de Notícias Nova Colômbia (em espanhol)

Este material pode ser reproduzido livremente, desde que citada a fonte.

"De que vale a vida se quando a temos ela parece morta. A vida é para ser senirmos, para vibrar, para lutar, para combater. Isso justifica nossa passagem pela Terra." (Jaime Pardo Leal)


sexta-feira, 1 de junho de 2012

Las FARC aseguran que la paz en Colombia se logrará con unidad popular



Fonte: TeleSUR


As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), assim que se completou a entrega do jornalista francês Roméo Langlois, leram um comunicado no qual expressam que o caminho a ser seguido para alcançar a paz na Colômbia é “o da unidade popular”.

“Na Colômbia, o povo está farto dos governos oligárquicos, repressivos e corruptos que não o representa e que se negam a atender suas reivindicações”, asseguraram as FARC, no momento em que disseram, através de um porta-voz, que “o caminho que devemos percorrer todos é o mesmo, o caminho da unidade popular”.

Afirmaram que se há alguém que não deseja a unidade no país, não pertence a este grupo armado. “Os verdadeiramente surdos e teimosos diante das nossas propostas tem sido os donos do poder político e econômico do país que têm medo do poder popular e da mudança social. Os tempos que transcorrem são próprios de mudanças profundas, não só na Colômbia, mas na América e no mundo inteiro”.

Explicaram que não buscam o conflito como têm sido taxados, mas que desejam estabelecer a paz no país. “Nossa história é a história dos múltiplos esforços do povo colombiano para alcançar uma paz definitiva e verdadeira”, também disseram que “nossa política atual é a paz, a união patriótica e pelos diversos cenários do diálogo temos levantado sempre as bandeiras da unidade política, da paz, dignidade e justiça social”.

Disseram que rechaçam o capitalismo, pois este atenta contra o desenvolvimento dos povos da América e do mundo, além de esperar que exista uma mudança no país. “Os povos se levantam decididos a lutar por alternativas ao capitalismo cada vez mais decadente, mais injusto e mais explorador”.

Agradeceram a “organizações cívicas, camponesas, sindicais, estudantis, agremiações e de todo tipo, que estão em sintonia na tarefa de alcançar a paz democrática, esta é a premissa de qualquer mudança social de verdadeira profundidade neste país”.

As FARC fizeram uma convocatória ao compromisso para obter uma Colômbia melhor. “Temos que pôr todo o nosso esforço nisso, por isso este novo aniversário nós obriga, para o futuro da nossa nação, a estar à altura das circunstâncias como combatentes e como compatriotas. Sabemos que o futuro da Colômbia está no que diz o seu povo, na convicção dos destinos da pátria”.


A seguir, transcrição integral do comunicado das FARC


Em uma campanha de devastação que pretendeu nos eliminar em somente um ano e em que já se passou mais de uma década sem poder nos apagar do mapa, nossa história é a história dos múltiplos esforços do povo colombiano para obter uma paz definitiva e verdadeira.

Desde as cartas dos camponeses de Marquetália até a nossa atual política de paz, passando pela União Patriótica e por diversos cenários de diálogo, sempre levantamos as bandeiras da solução política, da paz, dignidade e justiça social.

Os verdadeiramente surdos e teimosos diante das nossas proposta tem sido os donos do poder político e econômico do país que têm medo do poder popular e às mudanças sociais.

Os tempos que correm são próprios de mudanças profundas, não somente na nossa América, mas no mundo inteiro.

Os povos se levantam decididos a lutar por alternativas ao capitalismo cada vez mais decadente, mais injusto e mais explorador. Na Colômbia, o povo está farto dos governos oligárquicos, repressivos e corruptos que não os representa e que se negam a responder e atender as suas reivindicações. Iniciativas unitárias de luta percorrem todos os rincões da pátria tecendo resistência que saudamos com alegria, sabendo que o caminho que devemos percorrer todos é o mesmo: o caminho da unidade popular.

Os últimos acontecimentos demonstra-nós que há um fervor massivo pelas necessidades de alcançar a paz com dignidade e com justiça social.

Organizações cívicas, camponesas, sindicais, estudantis, agremiações e outras, estão sintonizadas na tarefa de mostrar que alcançar a paz democrática é a premissa de qualquer mudança social de verdadeira profundidade neste país.

Sabemos que o futuro da Colômbia está naquilo que o povo decidir soberanamente, e na convicção dos destinos da pátria. Temos que colocar todos os nossos esforços nisso. Por isso, este novo aniversário nos obriga, em momentos cruciais para o futuro da nossa nação. Saberemos estar à altura das circunstâncias como combatentes e como compatriotas. Com o exemplo e o legado de Manuel, Jacobo, Jorge , Alfonso, Raúl, Iván e todos nossos mártires continuaremos até a vitória final com a paz como bandeira e o bem-estar do nosso povo como horizonte.

Viva as FARC! Viva o povo colombiano contra o imperialismo com a pátria! Contra a oligarquia para o povo!

Secretariado do Estado Maior Central

Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia

Exército do Povo

Montanhas da Colômbia

27 de maio de 2012

“Sou civil, sou jornalista, não estou armado!”: Roméo Langlois

“Estava ferido e as balas assoviavam a centímetros de mim. Então, disse ao sargento que estava ao meu lado: me abro do remendo”. Com minuciosos detalhes e adornado de uma linguagem coloquial, o jornalista francês Roméo Langlois narrou o dia depois de sua libertação os momentos prévios a ser capturado pela Frente 15 das FARC no 28 de abril próximo passado.

Depoimento.
 
“O capacete e o colete são elementos do Exército, que eu decido pôr em mim depois de pensar muito. Na noite anterior tive um momento místico. Num sonho, vi que meu trabalho terminaria numa batalha na qual eu corria perigo. Vi imagens, coisas muito claras, vi feridos, estive a ponto de suspender meu trabalho.

Então, ainda que eu nunca faça, acreditei que [colocar-me o colete e o capacete dos militares] era o melhor. Pensei em vestir algo branco, um pano sobre o capacete, porém depois pensei que um capacete branco, correndo pela selva, ia ser muito “bilhete” e finalmente o aceitei. Eu tinha muito claro que minha reportagem era acompanhar a uma unidade militar que fazia operações contra o narcotráfico, era como trabalhavam eles. Era acompanhá-los no helicóptero, baixar na zona, e voltar a subir.
 
Chegamos ao laboratório, se é que assim lhe podia chamar, porque era algo de um campesino, um hectare de coca, algo muito simples. O exército o queimou todo e ia bem até aí. Voltamos ao helicóptero e nos dirigimos para o segundo objetivo, a outro laboratório. Havia dois helicópteros, baixa o primeiro, que era no que eu estava, à zona que se havia escolhido para aterrissar.
 
Quando estamos em terreno, vejo que há uns homens que estavam agitados, se ouviam uns disparos, todo mundo ao chão, não era muito sério a princípio, não se sabia se eram três ou quatro rapazes disparando escondidos nuns matagais, ou se se tratava de um grupo da guerrilha, porém, no entanto, [os militares] decidem deter o operativo e buscam capturar aos terroristas, como lhes qualificam, que estavam disparando.
 
Chegamos a umas casas, os registram, revistam as pessoas, passa como uma hora em todo este processo, até esse momento eu estava tranquilo. Porém, então, começamos a escutar o som das balas, muito forte. Nesse momento, começam a disparar sobre nós e a ordem que dá o sargento do meu grupo era a de não responder ao fogo para que a guerrilha não pudesse saber onde estávamos.

Nesse momento, que já estava muito tenso o combate, o Exército quis retirar-me, porém eu já não podia ir-me. O capitão Gómez me encomenda com o sargento [José] Cortés, lhe ordena que me levasse ao fio e que, logo que pudesse, me subisse ao helicóptero. Fomos correndo uns 400 metros e chegamos onde havia outro grupo de militares, porém é aí onde se complica a coisa.

Eu vejo que a guerrilha começa a disparar de vários lados, e tentei cobrir-me numas ervas que havia. Nós esperávamos que chegasse o helicóptero e que a aviação começasse a disparar.

Passados os minutos, o combate era pior, as balas assoviavam a centímetros de onde estávamos, era algo tremendíssimo, uma coisa horrível que nunca quero voltar a viver. Nesse momento pensei na morte, na minha mãe, na família, aí senti muito medo. Comecei a sentir a necessidade de sair daí.

Nesses instantes se escutam gritos dos militares nos quais diziam que nos estão dividindo, e ordenavam que tínhamos que ficar juntos, porém eu já só pensava em ir-me. O sargento Cortés brincava, dizendo para mim: ‘Tranquilo, agora é que a coisa tá boa, tranquilo’, me repetia. Buscava relaxar-me, porém eu já não estava relaxado, queria ir embora.
Neste momento soa uma rajada e, de repente, vejo meu braço que está ensanguentado e entendo que estou ferido. Começo a mover os dedos, não me dói, estava como anestesiado pelo medo e quando estou fazendo isso vejo à minha direita e vejo que o sargento Cortés está ferido de morte.

Então, escuto a outro militar que me diz que pegue o fuzil e comece a disparar, eu lhe digo que não, que sou um civil e que não vou fazer isso. Ele entendeu isso, havia sido uma reação normal do momento. Eu, nesse momento, entendo que tenho que ir-me e penso, então, no que fazer.

Decidi tirar o capacete e o colete, fico meio nu para que, quando a guerrilha chegasse, não me confundissem. Decido deixar a câmara aí para que não a confundissem com uma arma e me levo as memórias.

Digo ao sargento que estava ao meu lado, me abro do parche. Eu não corri para a guerrilha, como se disse na imprensa, eu não podia correr porque me havia passado chumbo.

Fiquei esperando escondido nuns matagais mais ou menos a 20 metros dos soldados. Reviso novamente meu braço, vejo que tenho minhas memórias, porém nesse momento me dou conta de que já não tenho o crachá de imprensa, que havia caído quando tirei o colete, estava sem identificação e sem nada.

Aos cinco minutos, começo a ver a um grupo de cinco guerrilheiros que se acerca e que estavam disparando, não me veem ainda e, nesse momento, pensei que, se me veem aqui sentado, vão disparar sobre mim, não há tempo de pensar e digo: vou me levantar, e o fiz. Então, me pus diante deles, não queria gritar para não alterá-los e lhes digo: Sou civil, sou jornalista, não estou armado!

Apontam suas armas contra mim por uns segundos, me perguntam o que estava fazendo aí e volto a repetir o mesmo. Então, um deles diz: Não tem armas, não disparem nele. E foi assim como terminei em mãos da guerrilha.”

(tomado da Revista Semana da Colômbia)
 

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Três artigos, a seguir

01)Resolução do Encontro Internacional Geopolítica da Paz e do conflito em busca da solução política ao conflito social e armado na Colômbia.

Em desenvolvimento dos debates e discussões abordados no Encontro Internacional, a Geopolítica da Paz e do Conflito, realizado nos dias 24 e 25 de maio de 2012 em Dublin [Irlanda], as organizações convocadoras, os processos sociais, setores acadêmicos, pesquisadores e participantes do evento, nos manifestamos na necessidade de avançar na Solução Política ao Conflito Social e Armado que vive a Colômbia a partir do diálogo civilizado, que possibilite abrir cenários de participação na busca da superação dos níveis de marginalidade, pobreza e exclusão como causas estruturais da confrontação na perspectiva da Paz com Justiça Social.
 
Nos somamos aos esforços que, desde o movimento social e popular colombiano, se vêm realizando a partir do fortalecimento de cenários de unidade de ação em torno da mobilização, projetando como tarefa imediata a conquista da Paz Democrática.
 
Reclamamos e exigimos do Governo Colombiano a outorga de plenas garantias para o livre exercício da participação social e política da Marcha Patriótica e demandamos da comunidade internacional a solidariedade e o acompanhamento com as lutas do povo colombiano.
 
Expressamos nossa disposição e compromisso de trabalhar pela Paz na Colômbia a partir da convocatória de cenários de debate internacional que possibilitem socializar a difícil situação que vive este País e a elaboração coletiva de propostas e iniciativas em favor da Paz.
 
 
Fonte: www.pacocol.org
 
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02) Todo um êxito viagem de dirigente de Marcha Patriótica, Carlos García, em vários países da Europa
 
Por Eliécer Jiménez e Marie-France Allemand
 
O dirigente colombiano do Movimento Marcha Patriótica Carlos García Marulanda se reuniu em Grenoble, França, com uma centena de pessoas especialmente francesas, as quais ouviram numa conferência os esclarecimentos e programas do que significa a luta do povo da Colômbia pela segunda e definitiva independência. Além disso, se entrevistou com dirigentes da Frente de Esquerda como Alain Dontaine, ativistas do Partido Comunista Francês, e Marie-France Allemand, do Movimento ALBA, entre outras, as quais brindaram sua solidariedade e apoio internacionalista ao novo movimento na Colômbia.
 
García Marulanda prossegue a excursão de socialização da Marcha Patriótica nesta semana por Itália, Alemanha e Espanha, anotando que já desenvolveu programas e entrevistas na Suíça, Bélgica, Irlanda e Suécia. Até o momento, a longa jornada pela Europa deu seus frutos, já que tanto os colombianos como os europeus têm recebido com entusiasmo e otimismo o programa deste movimento popular, que nasceu das entranhas do povo colombiano e que busca a unidade de todos os setores sociais e políticos que se opõem ao atual governo na busca de uma mudança de modelo econômico e político, lutando também pela solução política do conflito social, político e armado que vive o país desde há mais de sessenta anos.
 
Fonte: www.pacocol.org
 
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03) Irlanda do Norte disposta a ajudar a Colômbia no eventual processo de paz
 
 
 
Por Eliécer Jiménez y Marie-France Allemand
28 de maio de 2012
 
As autoridades da Irlanda do Norte estão dispostas a compartilhar suas experiências com suas homólogas colombianas ante um eventual processo de paz que pusesse fim ao conflito armado do país andino, disse hoje a Efe o congressista Iván Cepeda.
Cepeda viajou a Belfast, Dublin e Londres com os ativistas Carlos Lozano, diretor do semanário comunista VOZ, e Marleny Orjuela, presidenta da Associação Colombiana de Familiares de Membros da Força Pública Retidos e Libertados por Grupos Guerrilheiros [Asfamipaz].
 
Esta comissão regressou ontem da visita de sete dias patrocinada pela organização não-governamental Justice for Colômbia [Justiça para Colômbia], cujo objetivo era “conhecer as experiências de paz da Irlanda do Norte e ver quais podem ser de utilidade para um processo de paz na Colômbia”.
 
Segundo Cepeda, que é porta-voz da Comissão de Paz da Câmara de Representantes, tanto o ministro principal norte-irlandês, o unionista Peter Robinson, como seu adjunto no Governo de poder compartilhado, o republicano Martin McGuiness, expressaram seu interesse em apoiar “qualquer iniciativa de paz na Colômbia”.
 
Os dirigentes irlandeses do Norte condicionaram esta colaboração às condições que poderia impor o Executivo colombiano sobre a participação internacional no processo.
 
No entanto, Cepeda não descartou que uma missão de membros de todos os partidos com representação parlamentar da Irlanda do Norte possam visitar a Colômbia proximamente.

Em Dublin, os três ativistas colombianos se reuniram com representantes do Governo, e em Londres se entrevistaram com membros da Chancelaria Britânica e com Frances O’Grady, vice-presidenta da Central Sindical Britânica [TUC, sigla em inglês].
 
“São gestões e aproximações no contexto da possibilidade de buscar ambientar a paz na Colômbia. Não estava pensado como parte da agenda da discussão parlamentar do Marco Legal para a Paz, porém do que se vem debatendo sobre a paz no país”, explicou, em alusão a um ato legislativo que entra nesta semana em sua reta final.
 
Para Cepeda, há que “tomar em consideração” o atual cenário na Colômbia, no qual o presidente Juan Manuel Santos “tem insistido em que quer buscar uma solução política ao conflito, assim como o tem feito a guerrilha” das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia [FARC].
 
“É muito interessante ver como, em 1998, se chegou a uma situação democrática depois de um conflito tão sanguinário na Irlanda do Norte, de maneira que a reconciliação se plasma numa cultura do debate político”, concluiu o legislador de esquerda.
 
Finalmente, anunciou que apresentará um amplo informe sobre os resultados da viagem ante o Plenário da Câmara.


Com informação EFE
 

Comunicado das FARC-EP na entrega de Romeo Langlois

Em uma campanha de devastação que pretendeu eliminarmos em só um ano e que já leva décadas sem poder nos tirar do mapa, significa que nossa historia é a historia dos múltiplos esforços do povo colombiano por lograr uma paz definitiva e verdadeira.

Desde aquelas cartas dos camponeses de Marquetalia nas que pediam não serem agredidos militarmente ate nossa atual política de paz, passando pela União Patriótica e pelos diversos cenários dos diálogos, temos sempre sido partidários da solução política, da paz com dignidade e justiça social.

Os verdadeiramente surdos e teimosos ante nossas propostas têm sido os donos do poder político e econômico do país porque temem o poder popular e o cambio social.

Os tempos que correm são propícios para as mudanças profundas não só em nossa América, mas também no mundo inteiro.

Os povos levantam-se decididos a lutar pelas alternativas ao capitalismo cada vez mais decadente, mais injusto e explorador. Na Colômbia o povo está cansado dos governos oligárquicos, repressivos corruptos que não o representam para nada, pois não atendem suas reivindicações. Suas iniciativas unitárias de luta percorrem todos os cantos da pátria tecendo resistências que saudamos festivos sabendo que o caminho a percorrer todos é o mesmo, o caminho da unidade popular

Os últimos acontecimentos demonstram que existe um fervor massivo pela necessidade de alcançar a paz com dignidade e justiça social.

Organizações cívicas, camponesas, sindicais, dos estudantes, e de todo e qualquer tipo estão na tarefa de demonstrar que alcançar a paz democrática é a premissa de qualquer transformação social verdadeira e profunda em nosso país.

Sabemos que o futuro da Colômbia está no que decida seu povo, soberanamente e na convicção no que deve ser o destino da pátria. Colocaremos todos nossos esforços nisso. Saberemos nos posicionar ante essas circunstancias, como combatentes e compatriotas.

Com o exemplo e o legado de Manuel, Jacobo, Jorge, Alfonso, Raúl, Iván e todos nossos mártires seguiremos ate a vitoria final com a paz como bandeira e o melhor estar de nosso povo como horizonte.

Vivam as FARC, viva o povo colombiano.
Contra o imperialismo com a pátria.
Contra a oligarquia, com o povo.

Secretariado do Estado Maior Central

Forças Armadas Revolucionarias de Colômbia – Exército do Povo

Montanhas da Colômbia

Maio 27 de 2012


terça-feira, 29 de maio de 2012

Assim como no Massacre da União Patriótica: paramilitares ameaçam integrantes da Marcha Patriótica

Caracas, 15 de maio de 2012, Tribuna Popular (TP) – Diversas organizações integrantes da Marcha Patriótica, um novo movimento político de esquerda, foram ameaçados pelos paramilitares autodenominados “Águias Negras” através de uma carta dirigida ao presidente do sindicato agrário Fensuagro, Alirio Garcia. A mensagem, carregada de insultos e datada do mês de maio em Cundinamarca declara como “objetivo militar” as direções de doze organizações que acusa de “financiadas pela guerrilha para o trabalho junto à população e a construção de um novo movimento”.


Também tacha estas organizações como membros da União Patriótica (UP), um partido de esquerda nascido nos anos oitenta do século passado e que desapareceu após os assassinatos sistemáticos de milhares de seus integrantes por forças de segurança do Estado e paramilitares.

As organizações ameaçadas são o sindicato Fensuagro, a Associação Camponesa dos Desplazados (“sem-terra”) – Asocamde, a Coordenação Nacional dos Desplazados – CND, a Associação Nacional de Desplazados da Colômbia – Andescol, a Coordenação Nacional de Organizações Agrárias e Populares – Conap, o Reiniciar (organização dedicada à defesa dos direitos humanos).

Também a Mesa (Coordenadoria) Ampla Nacional Estudantil – Mane, Funhascol, a Associação Nacional de Ajuda Solidária – Andas, a Mesa Nacional de Vítimas, a Casa de Amizade com a Venezuela e a Federação Nacional Sindical Nova Liderança Camponesa.

Os “Águias Negras” advertem aos ameaçados que “lhes restam poucos dias para abandonar a cidade” e os acusa de ser “destacamentos avançados da guerrilha nas cidades”.

A carta, à qual teve acesso a agência de notícias Efe, está assinada pelo “Bloco Capital DC” e seus autores acusam a suas vítimas de estar “sublevando as comunidades para que reclamem seus supostos direitos, suas terras e demais supostos benefícios por ser sem-terra ou vítimas do Estado”.

Afirma também que “estão abusando da enorme boa-vontade” do presidente Juan Manuel Santos.

A Marcha Patriótica veio à luz em Bogotá no abril passado com uma grande manifestação pacífica que percorreu as ruas desta capital e congregou milhares de pessoas vindas de todo o país.

Trata-se de um movimento que tende a ocupar o espaço político deixado pelo União Patriótica e que, junto ao Pólo Democrático Alternativo (PDA), se constitui na única oposição ao governo de Unidade Nacional do presidente Santos.

Os “Águias Negras” encerram a carta com o desejo de “acabar logo com esta praga que é a UP para a Colômbia”.

Estas ameaças se somam a dois casos de rapto e outros de assassinatos de integrantes da Marcha Patriótica desde sua apresentação oficial em abril, segundo denunciaram seus integrantes.

Fonte: Rede Diário Digital

http://www.pcv-venezuela.org/index.php?option=com_content&view=article&id=1408:tal-como-en-la-masacre-de-union-patriotica-paramilitares-amenazan-a-integrantes-de-marcha-patriotica&catid=29:colombia&Itemid=23

Tradução: Partido Comunista Brasileiro (PCB)

Movimento dos Pequenos Agricultores realiza mobilizações em todo o país durante Jornada Nacional de Luta Camponesa.

Cerca de 10 mil camponeses e camponesas de 17 estados do país, organizados pelo Movimento dos Pequenos Agricultores, estarão mobilizados entre os dias 28 de maio e 1º de junho, na Jornada Nacional de Luta Camponesa.

Os camponeses e camponesas vão às ruas para reafirmar o compromisso de luta com o campesinato e os trabalhadores urbanos, e cobrar ações do estado brasileiro que garantam e fortaleçam a produção de alimentos saudáveis no campo para a geração de renda das famílias cam­ponesas e o abastecimento das famílias da cidade.

Para que o campesinato continue produzindo 70% da comida que vai a mesa do povo brasileiro, o movimento reivindica políticas públicas voltadas para melhoria da qualidade de vida no campo, que incluam o acesso à terra, investimento na produção, beneficiamento e comercialização de alimentos, moradia e educação camponesa, incentivos para que os camponeses continuem preservando o meio ambiente, e mudança do modelo agrícola brasileiro, com o fortalecimento da agricultura camponesa e da produção agroecológica. Além disso, o MPA reivindica solução definitiva para o problema das dívidas dos pequenos agricultores.

O MPA ainda questiona e denuncia as mudanças do novo Código Florestal, que beneficia diretamente os latifundiários do agronegócio, legitima o desmatamento já realizado e abre fronteiras agrícolas sobre as nossas florestas e áreas de preservação.

A jornada traz também como pauta central o combate ao uso de agrotóxicos e a construção de uma nova dinâmica de produção no campo, caracterizada pelo fim dos latifúndios e dos monocultivos, e que priorize a produção de alimentos para garantia da soberania alimentar do povo a partir da agricultura camponesa com base agroecológica.

Durante a semana , diversas audiências nacionais e estaduais estarão sendo realizadas para garantir a pauta de reivindicação do movimento. Já foram solicitadas reuniões com 17 ministérios, entre eles o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Ministério da Agricultura, Ministério das Cidades (MC), Ministério da Cultura (Minc), Ministério da Saúde (MS), Ministério do Desenvolvimento Social e combate à fome (MDS), Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ministério de Minas e Energia (MME); além de reuniões com a Anvisa, Caixa Econômica Federal, Receita Federal, Banco do Brasil, Companhia Nacional de abastecimento (Conab) e Embrapa.

Pautas específicas

A jornada pede soluções imediatas e definitivas para o problema do endivi­damento agrícola e a criação de uma linha de crédito subsidiado para a produção de alimentos, desbancarizado e com paga­mento pela produção.

Os camponeses e camponesas cobram do estado a criação de um programa público de paga­mento por serviços sócio-ambientais realizados pelas famílias camponesas, que garanta o incentivo de um salário mínimo por família ou propriedade que cumpra as regras estabeleci­das pelo Código Florestal Brasileiro. Ainda dentro da pauta de meio ambiente, o MPA solicita a criação de um programa de apoio à experiências cooperativadas de produção de Energias Renováveis como: PCHs, aerogeradores, micro destilarias, unidades de óleo vegetal e biodiesel, biodigestores, etc;
Em relação à educação, o MPA reivindica a reabertura das escolas do campo e adaptação dos currículos escolares com a realidade cam­ponesa, além da criação de uma bolsa permanência, para jovens estudantes e recém formados, para que per­maneçam no campo trabalhando em prol do desen­volvimento da comunidade.

O MPA cobra do governo que programas como PAA e Habitação Rural, sejam transformados em políticas públicas para que possam garantir a permanência dos serviços prestados aos campesinato e que seus recursos sejam ampliados. Ele ainda pede o fortalecimento da CONAB, com pessoal, estrutura e orçamento, com estratégia para a soberania alimen­tar brasileira. Em relação ao Programa Luz Para Todos, o pedido é que seja feita a ligação imediata de energia para todas as famílias cadastradas no Luz para Todos e que haja melhoria na qualidade da energia onde já foram ligadas.
Tendo em vista as demandas oriundas do PAA e PNAE, o movimento pede que se leve em conta uma legislação específica e que se crie um programa massivo de pequenas agroin­dústrias.

Diante das catástrofes ambientais vivenciadas atualmente por vários estados brasileiros, como chuvaradas e secas prolongadas, o movimento propõe a criação de mecanismos que permitam ao governo uma reação emergencial para esses problemas.

Para garantir uma transição massiva para agroecologia, o MPA reivindica a criação de um programa que fortaleça essa iniciativa, com crédito apropriado, políticas de comercialização, logística para insumos agroecológicos e diferenciação em todas as políticas públicas para quem der passos no processo de transição para esse modelo.
http://www.mpabrasil.org.br/

(*) Matéria reproduzida página do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA). 

Piedad Córdoba em Telesur


A Defensora dos Direitos Humanos e ex-senadora Piedad Córdoba expressou, neste domingo, em entrevista exclusiva para teleSUR, sua satisfação por conhecer o comunicado das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia [FARC], na qual deram a conhecer que a libertação do jornalista francês Romeo Langlois terá lugar na próxima quarta-feira 30 de maio.
Expressamos nossa satisfação e alegria por esta muito boa notícia, já que na quarta-feira o jornalista poderá estar com seus familiares, amigos e amigas”.
Córdoba agradeceu a agilidade e compromisso do governo de François Hollande e das FARC. “Agradecemos a agilidade do governo francês, assim como também o gesto das FARC de finalizar a entrega do jornalista”.
Córdoba, que se encontra no México com a equipe de produção do programa Causa Justa, que se transmite todas as segundas-feiras em teleSUR, assegurou que regressará a Colômbia imediatamente para pôr-se à disposição do Comitê Internacional da Cruz Vermelha e das FARC.
Já mesmo empreendemos voo de regresso ao Distrito Capital [México] para tomar um voo que nos leve a Bogotá [Colômbia] e colocar-nos à disposição do CICV e das FARC para conhecer as coordenadas do lugar e outros detalhes pertinentes”.

Comunicado.

Primeiro: A libertação do jornalista francês Roméo Langlois terá lugar na próxima quarta-feira 30 de maio.


Segundo: As coordenadas do lugar onde será libertado o senhor Langlois serão entregues oportunamente à missão humanitária integrada pelo CICV, pela ex-senadora Piedad Córdoba e pelo delegado francês.


Terceiro: Nos declaramos na expectativa em torno da divulgação dos protocolos de sua segurança, indispensáveis para o êxito da operação. Todos os protagonistas desta libertação devem ser rodeados de garantias certas para sua integridade física.

15 Frente das FARC-EP. Bloco Sul.

Montanhas da Colômbia, 26 de maio de 2012

Fonte america.infobae.com